Santos FC planeja usar recursos da venda de Souza para manter salários em dia
A diretoria do Santos FC definiu o destino do dinheiro arrecadado com a venda do lateral Souza ao Tottenham, da Inglaterra. Em meio a dificuldades financeiras e a uma folha salarial elevada, o clube pretende utilizar os valores para manter os salários do elenco rigorosamente em dia nos próximos meses.
A negociação com o clube inglês rendeu quase R$ 95 milhões. Desse total, o Santos tem direito a 87,5%, o que representa mais de R$ 82 milhões líquidos que entrarão nos cofres do clube. A quantia é considerada fundamental para aliviar o fluxo de caixa e garantir estabilidade financeira em um momento delicado.
A venda só foi concretizada após uma contraproposta da diretoria santista, que fixou o valor em 15 milhões de euros para liberar o jogador. Para viabilizar o negócio, Souza abriu mão de metade dos próprios direitos econômicos, cedendo 12,5%, o que ampliou a arrecadação do clube.
Fonte: GE

O cenário financeiro exige cautela. A folha salarial do Peixe aumentou consideravelmente após a renovação de Neymar e a contratação de Gabigol, além da chegada de outros atletas com vencimentos elevados, como Mayke e Billal Brahimi, contratado junto ao futebol europeu.
Desde a última temporada, o clube também fez investimentos relevantes para contar com Tiquinho Soares, Willian Arão, Rollheiser e Barreal, que teve sua permanência confirmada em definitivo. O custo mensal desse grupo de jogadores se aproxima de R$ 12 milhões.
Entre os reforços, Billal Brahimi é quem tem menos espaço. O atacante atuou apenas uma vez e virou alvo de críticas, especialmente pelo contexto de sua contratação, realizada em meio à instabilidade de Guilherme, que acabou negociado.
Enquanto isso, jogadores como Robinho Jr., ainda em processo de amadurecimento, e Lautaro Díaz, improvisado na ponta, ganharam mais oportunidades.
No mercado, o Santos FC mantém interesse no atacante Michael, do Flamengo, mas aguarda a definição da situação do jogador com o clube carioca. A diretoria, por ora, descarta grandes investimentos e segue atenta a oportunidades pontuais, priorizando equilíbrio financeiro e responsabilidade orçamentária.

























