Renato aumenta duração de treinos no Grêmio e exige dos jogadores

A chegada de Renato Portaluppi ao Grêmio provocou uma mudança perceptível na rotina de treinamentos do elenco no CT Luiz Carvalho. O novo treinador passou a comandar atividades mais longas do que as realizadas pela comissão de Luís Castro, aproveitando especialmente a Data Fifa para aumentar a carga de trabalho antes das últimas dez rodadas do Brasileirão.

A diferença chamou atenção nos bastidores e levantou questionamentos sobre como funcionava a preparação anterior. Dados obtidos pelo ge mostram, porém, que os trabalhos de Castro eram mais curtos por opção metodológica, com a intenção de manter alta intensidade, e não chegaram a durar apenas 45 minutos, como chegou a circular durante a semana.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Quanto duravam os treinos de Luís Castro no Grêmio?

As atividades comandadas por Luís Castro tiveram duração média de 72 minutos no gramado. O levantamento contabilizou 159 treinamentos, além de 53 atividades classificadas como extras, com o treino mais curto registrado em 64 minutos e o mais longo chegando a 127 minutos.

A rotina também não começava nem terminava necessariamente no campo. Os jogadores realizavam trabalhos na academia antes da atividade no gramado e podiam fazer exercícios individualizados posteriormente, sob acompanhamento dos preparadores Nuno Cerdeira e Roberto Júnior, o Betinho.

O que Renato mudou nos treinamentos do Grêmio?

Renato passou a utilizar sessões mais extensas, característica que já havia aparecido em suas passagens anteriores pelo Grêmio. A atual comissão também programou trabalhos em dois turnos durante a pausa, colocando a preparação física entre as prioridades para a retomada do calendário.

Grêmio tem desfalques importantes para semanas de ajustes de Renato
FOTO: ANGELO PIERETTI/GRÊMIO

Isso representa uma mudança de metodologia, mas a duração isoladamente não permite concluir que o trabalho atual seja mais ou menos intenso que o anterior. Castro priorizava sessões menores no gramado com intensidade elevada, enquanto Renato trabalha com períodos mais extensos para preparar o grupo de acordo com sua própria metodologia.

Números físicos deixam contraponto importante

Os indicadores apresentados pelo Grêmio durante o período de Luís Castro também ajudam a contextualizar a mudança. Um relatório produzido até a partida contra o Vasco apontava redução de 14% no total de lesões em comparação com 2025, queda de 57% nas lesões graves e aumento de 4% na disponibilidade dos atletas.

Dos 16 jogadores que permaneceram no elenco entre uma temporada e outra, nove também alcançaram recordes em índices físicos monitorados internamente. Portanto, a troca entre Castro e Renato não significa simplesmente passar de pouco para muito treinamento, mas uma alteração na forma como cada comissão organiza carga, duração e intensidade.

Elenco do Grêmio durante treinamento no CT Luiz Carvalho em 2026
FOTO: ANGELO PIERETTI/GRÊMIO FBPA

Agora, Renato utiliza o período sem partidas para aplicar seu modelo antes da retomada do Brasileirão. O Grêmio volta a campo contra o Remo, em 7 de outubro, com a missão de deixar a zona de rebaixamento nas dez rodadas restantes.

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