O meia Gustavo Scarpa, do Atlético, compartilhou nesta semana uma atualização importante sobre o processo judicial envolvendo investimentos em criptomoedas que resultaram em prejuízos milionários para ele e o lateral Mayke, do Palmeiras. Em publicação nas redes sociais, o camisa 10 do Galo comemorou um avanço na ação e relembrou uma frase que marcou o caso.
“Esqueci de compartilhar uma notícia top, depois de três anos e meio, finalmente todos os réus devidamente citados no processo. Acho que agora vai, hein. Agora é orar”, escreveu Scarpa em seu perfil.
A declaração faz referência a uma expressão que viralizou durante o desenrolar do caso e que foi atribuída a Willian Bigode em mensagens reveladas na época.

Justiça avança na citação dos envolvidos
O comentário de Scarpa ocorreu após um importante passo no andamento do processo. Recentemente, a Justiça negou um recurso apresentado pela defesa de pessoas ligadas ao caso, permitindo a continuidade da ação.
Uma das discussões envolvia a forma como alguns dos réus haviam sido citados. Segundo os autos, parte dos envolvidos foi localizada por meio de edital, procedimento legal utilizado quando não é possível realizar a citação pessoal.
Com isso, todos os réus passaram a ser oficialmente considerados citados no processo, permitindo o avanço das próximas etapas judiciais.
“Agora é orar” virou símbolo do caso
A frase utilizada por Scarpa em sua publicação faz referência a um áudio atribuído a Willian Bigode e divulgado pelo programa Fantástico, em 2023.
Na gravação, o atacante tentava tranquilizar o então companheiro de profissão diante das dificuldades para recuperar os valores investidos.
“Scarpinha, agora não tem nem mais questão de confiança, irmão. A questão agora é orar. Fazer o que eu sei. Agora é esperar no Senhor”, dizia o áudio.
Desde então, a expressão passou a ser frequentemente associada ao caso e voltou a ser utilizada por Scarpa ao comentar o avanço recente do processo.

Relembre o caso das criptomoedas
O caso veio à tona no início de 2023, quando foi revelado que Gustavo Scarpa e Mayke haviam investido cerca de R$ 10,4 milhões em uma empresa de criptomoedas indicada por Willian Bigode, com quem atuaram juntos no Palmeiras.
Segundo os jogadores, os recursos foram aplicados na Xland Holding Ltda., que prometia retornos mensais entre 3,5% e 5%. No entanto, os valores que deveriam ter sido resgatados em 2022 nunca foram devolvidos.
Scarpa afirma ter investido aproximadamente R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke teria aplicado mais de R$ 4 milhões. Desde então, ambos travam uma batalha judicial para tentar recuperar os valores.
Ao longo do processo, a Justiça chegou a determinar o bloqueio de salários de Willian Bigode, enquanto Mayke obteve decisão favorável para recuperar parte do montante investido.
Agora, com todos os réus formalmente citados, Scarpa demonstra confiança de que o processo finalmente poderá avançar de forma mais rápida nos tribunais.


























